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GESTÃO PÚBLICA PARA O BEM COMUM: ESTRATÉGIAS DE PODER COMPARTILHADO

Vivemos atualmente um tempo onde o regime neoliberal assume contornos globais. Neste modelo, impera a visão de empreendedor como competidor individual, camuflando uma realidade, onde quem domina o capital e os modos de vida da população mundial são as grandes corporações transnacionais e o sistema financeiro.

Os agentes econômicos, nos níveis nacional e mundial, fazem uso da legislação em causa própria e de seus negócios com vistas a lucros cada vez maiores para poucas pessoas e grupos, em detrimento de causas em prol do fortalecimento social e econômico das nações e de melhores condições de vida e de sustentabilidade planetária. Isto é possível com o financiamento de campanhas de representantes políticos partidários destes conglomerados econômicos, forçando ou induzindo legislaturas nacionais em prol do mercado internacional, isolando, cada vez mais, a representatividade de grupos populares no meio político e, consequentemente, sua participação nas decisões políticas e econômicas de cada país.

A redução de representatividade popular nos governos e casas legislativas, aumenta ainda mais o poder de grupos econômicos nas decisões políticas e econômicas que afetam direta e duramente a vida dos menos favorecidos socialmente. De modo geral nos países em desenvolvimento e, em especial, na América Latina, Caribe e África, se faz necessário uma análise mais detalhada de como estes grupos se assentam no poder, juntam-se e agem de acordo com seus interesses nos diferentes setores (agrário, bélico, religioso, midiático e judicial), mudando a ordem política do país a seu favor.

Frente a esta realidade social, política e econômica e diante da necessidade de aprofundamento do tema e de elaboração de novas estratégias de ação com vistas a mudanças, o CESEEP oferece um espaço de estudos e de troca de experiências, crendo que é possível construir caminhos para a renovação de quadros políticos e de novas formas de se fazer política, com participação popular. Para isso é preciso envolver, (re)encantar e fortalecer grupos de base – movimentos sociais, políticos, religiosos e culturais – para o trabalho coletivo de reflexão e produção teórica e de ações voltadas à mudança social.

Assim, o objetivo deste curso é apresentar as bases teóricas e as experiências na área de gestão pública participativa a partir da perspectiva popular, tendo as iniciativas de participação popular como sinais de resistência ao modelo vigente e de esperança na construção de novos modos de gestar a política e a economia em favor do bem comum.

 Acesse a ficha de inscrição

CONTEÚDO E ASSESSORES

Integração (português e espanhol)

Dirce Pontes – Psicodramatista

Educação Popular e Sistematização nos Movimentos Sociais

Lourdes de Fátima P. Possani – Pedagoga

Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso

Wagner Lopes Sanchez – Teólogo

Espiritualidade Libertadora

Cecília Bernardete Franco – Teóloga

Contexto Histórico das Crises Mundiais

Pe. José Oscar Beozzo – Teólogo e Historiador

Capital Improdutivo e Processos Democráticos

Ladislau Dowbor – Economista

Capitalismo como Religião

Lauri Emílio Wirth – Teólogo

Política, Mídia e Organizações Populares

Magali do Nascimento Cunha – Jornalista

Comunicação e Cidadania: Experiência da Rádio Comunitária

Juçara Therezinha Zottis – Jornalista

Fé e Política: Caminhos para a Participação Popular

Pedro Ribeiro de Assis Oliveira – Sociólogo

Planejamento Participativo

Pedro Pontual – Sociólogo

Prática Metodológica

Nilda de Assis Cândido – Cientista da religião

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