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Espiritualidades na cidade: por uma dimensão libertadora

INSCRIÇÕES ABERTAS A PARTIR DE AGOSTO

A cidade é atraente e sedutora. É um espaço privilegiado na lógica do mercado: “fora do mercado não há salvação!”. Apresenta-se como lugar de muitas possibilidades: de trabalho, educação, lazer, tratamento de saúde e escolhas políticas e religiosas. É lugar de chegada de migrantes e espaço de encontros de diferentes culturas e de gerações.

Um olhar mais atento sobre a distribuição geográfica e organização social de seus moradores, revela, no entanto, uma cidade desigual, com suas contradições expressas nas diferentes condições de moradia, de educação, de saúde e de transporte, bem como nos diferentes índices de violência e expectativa de vida em cada uma de suas regiões. 

Destaca-se ainda, na vida da cidade, a pluralidade de religiões e de igrejas e ainda as diferentes formas de se viver a espiritualidade. Dados do último censo indicam que a pertença a diferentes igrejas e religiões e o número dos que se declaram sem religião tem mudado significativamente nos últimos anos. Outro aspecto importante é o fenômeno da dupla ou múltipla pertença religiosa, como estratégia utilizada pelas pessoas para viverem a sua fé e espiritualidade de forma mais flexível.

Há uma disputa acirrada no campo religioso para arregimentar fieis. Utiliza-se das mídias, especialmente as televisivas e radiofônicas, mas também das pregações nas praças e das visitas às casas. As mídias, junto às redes digitais, têm sido instrumentos de convencimento não só religioso e espiritual, mas de escolhas políticas, com argumentos baseados em perspectivas fundamentalistas.

Nos últimos tempos, estas mídias têm alimentado e incentivado, com imagens e discursos repetitivos, atitudes violentas das pessoas. Tem justificado a violência institucional e a quebra de legalidade como solução para os problemas sociais e também propagado o discurso de ódio e de preconceito contra os “diferentes” e os mais vulneráveis da sociedade. Como exemplo concreto desta violência, temos a destruição de espaços de culto de religiões de matriz africana, ocorrida recentemente.

Não se pode entender hoje o campo religioso nas cidades sem o aprofundamento da lógica do mercado e dos interesses políticos e econômicos que estão em jogo.

Diante deste cenário, é preciso compreender as causas das mudanças de igrejas e de religiões e o crescimento do número de pessoas que se apresentam como “sem religião”. É preciso voltar a atenção para as diferentes formas de se viver a espiritualidade na cidade e compreender como isso contribui para que as pessoas vivam plenamente a sua subjetividade e se fortaleçam para seguir adiante com seus projetos de vida numa perspectiva libertadora.

O Curso de Verão 2020, com o tema As espiritualidades na cidade: por uma dimensão libertadora oferecerá o estudo e o aprofundamento teórico-metodológico acerca das igrejas e religiões presentes na cidade, a partilha de experiências de espiritualidades das/os participantes e voluntárias/os e a vivência ecumênica e inter-religiosa respeitosa de cada uma das igrejas e religiões e das pessoas sem religião. A arte, no curso, faz-se presente como parte da Metodologia da Educação Popular e como expressão singular dos sentimentos e crenças espirituais.

 

Temas / assessoria

SEÇÃO I – MAPEANDO A REALIDADE 

Panorama das religiões e DA expressão das diferentes espiritualidades na cidade

Faustino Teixeira

Influência das mídias no campo religioso: disputas e confrontos em nome da fé

Magali Cunha Nascimento

SEÇÃO II – BÍBLICO-TEOLÓGICA

A espiritualidade libertadora de Jesus

Maria Soave

SEÇÃO III – PASTORAL

A dimensão libertadora da espiritualidade na militância social e pastoral

Marcelo Barros

Campanha da fraternidade 2020

Fraternidade e vida. Dom e compromisso

Círculos De Culturas

Partilha de diferentes experiências de espiritualidades na cidade, com pessoas convidadas para o diálogo com cursistas e voluntárias/os do curso.

 

(*) Círculos de Culturas

Com base na pedagogia freireana, os Círculos de Cultura estão fundamentados em uma proposta pedagógica radical em contraposição ao modelo de educação bancária. São espaços de aprendizado e de partilha de saberes, onde se considera a experiência em diálogo e este pressupõe a escuta e o respeito às pessoas.

Os Círculos de cultura, no Curso de Verão, apresentam-se como uma preciosa ferramenta para a formação ecumênica e popular [e] feita em mutirão, favorecendo a participação de todas as pessoas nos debates, de forma horizontal e solidária.

Em 2020 serão compartilhadas diferentes experiências de vivência da espiritualidade por pessoas de diferentes igrejas e religiões e de pessoas que se definem COMO SENDO “sem religião”.

 

Inscrições

As inscrições poderão ser feitas pelo correio, pelo site do CESEEP e por e-mail.

Valor das inscrições:  R$ 220,00 até o dia 15/12/19. Após esta data, o valor é de R$ 250,00.

Almoço: Para quem tiver interesse, o restaurante da PUC venderá tickets do almoço pelo mesmo valor praticado aos estudantes da PUC.

Hospedagem: quem mora fora de São Paulo e precisa de hospedagem, será acolhido/a em casa de família ou em comunidade comprometidas com o mutirão, que oferecem também o café da manhã e o jantar durante os dias do curso. Para quem mora em São Paulo, solicitamos que ofereça hospedagem a pessoas que vem de fora.

Bolsas: a comunidade ou movimento que enviar um grupo de 5 (cinco) pessoas, pagará apenas o valor de 4 (quatro) inscrições. A quinta inscrição deste grupo será gratuita.  

 

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