Promotor destaca que mortes no Brasil têm cor, idade e classe social.

 

31391280454_bb1ae9b887_mNa terça-feira, 10 de janeiro, o quinto dia do 30º Curso de Verão, cujo tema é “Educar para paz em tempos de injustiças e violência”, recebeu o promotor de justiça do Ministério Público de São Paulo, Eduardo Dias de Souza Ferreira.

Eduardo Dias falou sobre: “A sociedade civil organizada e o controle social da política pública de segurança”. “A violência policial contra a juventude é um dos grandes flagelos que a gente assiste no Brasil”, afirmou.

O promotor apresentou dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e a alarmante constatação de que “a cor da pele indica muito de realidade nos dados”, além, claro, do alto índice de jovens que são assassinados anualmente no Brasil.

O Anuário de Segurança Pública revela que são os jovens pobres, negros e moradores das periferias do Brasil que estão sendo exterminados pela atual política de segurança nacional.

Para o promotor, as unidades da Fundação Casa funcionam como “graduação” no crime e os presídios são as “pós-graduações”. Além disso, há a presença do crime organizado nas unidades prisionais. “Como você leva o preso para longe de sua família e não cria uma estrutura para que a família o visite, ao menos uma vez por mês? Daí, isso passa a ser apadrinhado pelo crime organizado”, afirmou.

É preciso, de acordo com Eduardo Dias, que haja um controle social para se cobrar de forma organizada das instituições públicas, “se não houver um retorno, as coisas acabam se perdendo. Quando acontece o fato, vira manchete, três meses depois, ninguém lembra. É necessário fazer um acompanhamento do inquérito”.

2018-07-12T22:18:52-03:00

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