Morreu, nesta terça-feira (15), a jornalista, escritora e ativista dos direitos humanos Maria Amélia de Almeida Teles, conhecida como Amelinha Teles. Ela foi uma figura histórica na resistência contra a ditadura militar e uma das principais referências do movimento feminista no Brasil.
Durante o regime militar, Amelinha foi presa e sofreu graves sessões de tortura. Na época, seus filhos pequenos também foram levados ao centro de repressão para presenciar a violência contra os pais. Após o fim da ditadura, ela dedicou a vida à defesa da democracia, à luta pelos direitos das mulheres e à memória de mortos e desaparecidos políticos.
Entre suas grandes conquistas, fundou a União de Mulheres de São Paulo, participou ativamente da garantia de direitos iguais na Constituição de 1988 e idealizou o projeto das Promotoras Legais Populares, focado na formação jurídica para mulheres comunitárias. Amelinha também foi fundamental na ação que resultou no reconhecimento oficial de seu torturador como criminoso pela Justiça. O velório será realizado na quarta-feira (16), no Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo.
Amelinha Teles.
Gratidão pela sua vida e incansável militância pela dignidade e emancipação das mulheres e corajosa denúncia dos crimes da ditadura militar e dos covardes torturadores dos presos e presas políticas, que não poupavam grávidas e crianças.
Gratidão por sua generosa contribuição para os cursos do CESEEP e para o Seminário para a reformulação do Curso Latino-americano de Pastoral e Relações de Gênero.
Em prece solidária com seus familiares e amigos e amigas.
Amelinha vive!
Pe. José Oscar Beozzo – Coordenador Geral do CESEEP



