Chegando de todos os cantos do mundo, de diferentes continentes e nações, povoam as grandes cidades homens e mulheres, crianças, jovens e idosos em diferentes tempos, condições e expectativas.
A maioria dos imigrantes que chegaram ao Brasil no século XIX, após a abolição da escravatura, e, especialmente no início do século XX, vieram para o trabalho na lavoura. Hoje, porém, os que vêm de outros países, chegam e ficam nas grandes cidades.
No Brasil, o êxodo rural, forte nos anos 70-80, mas ainda hoje trazendo gente do interior para as capitais, inchou as cidades e é um marco do fluxo interno de pessoas no país. Convivem, nas periferias das grandes cidades imigrantes e migrantes, incluindo os povos indígenas.
Os fluxos migratórios continuam ocorrendo no mundo, movendo pessoas de um lado para outro em busca de um lugar seguro para viver e colocando em risco a sua integridade física, além de sua identidade, cultura e religião.
No Brasil, o destaque nos últimos anos é para a chegada de africanos de diferentes países e nações, de bolivianos e haitianos e, mais recentemente, de venezuelanos.
A história das migrações está intrinsecamente ligada à história dos pobres, que se movem por diferentes territórios em busca de uma vida melhor. Migrar é um direito do ser humano e há casos de pessoas que migram por querer conhecer e viver em locais diferentes do seu nascimento. No entanto, a maioria dos movimentos migratórios atuais se dá por causa de guerras, perseguições religiosa e política e, nestes casos, a migração é forçada e os migrantes passam a ser vítimas da negação do direito à liberdade e de ir e vir.



