Ele foi escolhido porque a violência, junto com o drama do desemprego, subiu para o topo na lista das maiores preocupações das pessoas, das famílias e das comunidades do nosso país.
Na verdade, estes são tempos de muitas injustiças e violência, sobretudo em relação aos mais pobres e vulneráveis. Criou-se um clima de medo, pois às violências antigas e estruturais vieram somar-se outras mais recentes, como a da guerra no trânsito das cidades e das estradas,
com mais de cinquenta mil vítimas fatais neste último ano, a da extorsão e da opressão do sistema financeiro e a da mídia que faz da violência um espetáculo rentável.
Chovem ademais as denúncias de violência doméstica contra crianças e mulheres; de violência urbana contra jovens negros, moradores de rua ou simples passantes; de violação dos territórios indígenas e quilombolas, com constante ameaça a seus direitos; de exploração de operários e trabalhadores rurais; de surtos de intolerância política, religiosa, racial e de gênero; de persistência do trabalho escravo e das mazelas do sistema de saúde e do sistema prisional. Acrescente-se a violência do crescente desemprego, do tráfico de drogas e de pessoas; dos grupos de extermínio e da truculência policial contra movimentos reivindicatórios.



